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sexta-feira, 13 de maio de 2011

O ódio

Ódio


Eu não suporto essa sua expressão de calma
Esse seu temperamento sério e controlado
Se há algo nesse mundo que me corrompa a alma
É o ódio desenfreado que desperta em mim o seu olhar.

Por muitas vezes me perguntei
O que causa em mim tamanha raiva, cólera,
Não descobri, por fim, resposta;
Mas não vejo, também, no que faça falta.

Odeio-te pelo prazer de odiar,
Pelo prazer de sentir o sangue gelar em minhas veias
Pensar e desejar desgraças a ti
E libertar esse instinto que a civilização
Trancafiou em minha garganta e consciência;

E ao invés de odiar-te apenas uma vez, todo o ódio que tenho,
Odeio-te aos poucos, saboreando o momento,
Como quem degusta sublime veneno
Confundo meu ódio com afeição.
Martha Guimarães

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